terça-feira, 27 de julho de 2010

Espelho, espelho meu, existe alguém mais estiloso do que eu?




A frase é bem clichê, mas vale a pena ser lembrada: “Beleza não se põe à mesa”. Concordo em partes, já que independente da aparência física o estilo é trivial.
Quando pensamos em moda geralmente vem à mente a imagem dos ícones (it girls/boys) mais badalados vestindo as últimas coleções mais mirabolantes dos estilistas mais renomados do país e do mundo.
Estar na moda ou ser démodé não depende somente se visto ou não os lançamentos do mercado fashion e sim se sei vestir aquilo que foi recém lançado e que se encaixa em minha personalidade , aquilo que segue o meu próprio estilo. Ou seja, para se andar de mãos dadas com a moda é preciso antes de tudo ter um estilo próprio que nunca deve ser abalado por tendências passageiras e recorrentes.
A descoberta do estilo próprio, que repercute na vestimenta, é antropológico. É provado por hieróglifos que nossos antepassados já ornamentavam suas vestimentas, sendo que sua roupa não tinha somente a função de protegê-los do frio ou calor e que seus acessórios não tinham somente valor de superstição, mas também tinham a missão de destacá-lo dentre outros de seu clã, pelo seu estilo agregado à personalidade.
Sabe-se também que aqueles que se destacam geralmente são copiados ou repudiados, despertam paixões e dissabores nos outros membros da sociedade em que vivem. Porém, segunda a autora Daniela Calanca, só vale a moda se for entendida como uma forma de expressão social. Se não existe desejo de se identificar com algum grupo, atitudes, valores, hábitos e, conseqüentemente, um modo de vestir que caracterize isso, não existe moda e sim maneiras singulares de vestir e representar a si próprio.
Segundo a doutora e mestre em Sociologia da Cultura, Luciana Crivellari Dulci, fala-se de moda desde o século XIX, como uma importante manifestação cultural. A moda envolve um conjunto de elementos e práticas, que são percebidas através dos modos e das escolhas realizadas, pelas pessoas, na composição de sua apresentação pessoal.
Dá para entender então que a moda não é só tão superficial como julgam alguns, tão pouco levianamente composta por aquilo que vestimos ou pelo último corte de cabelo o qual resolvemos criar ou copiar , mas sim da interação entre homens de uma sociedade que se identificam, que se espelham uns nos outros. Essa sociedade possui então uma subdivisão, e o fator de identificação ou de repulsa se dá por fatores tais como classe social e religião, valores comuns entre essas pessoas.
Independente de fatores atemporais à moda, o que sempre se levará em conta é o estilo aplicado às peças que ornamentam nosso corpo e o ambiente em que vivemos e fazemos parte. Então, o melhor mesmo é ter assumir um estilo para chamar de seu.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Coco Chanel se mantém viva em coleção de Karl Lagerfeld





Gabrielle Coco Chanel costumava dizer que os homens não sabiam costurar para as mulheres porque não vestiam suas roupas, por isso ela fez muito sucesso desde a época em que surgiu no universo da moda. Seu estilo subversivo trouxe para década de 1920, seu auge, peças minimalistas, com um ar masculino refinado sem perder a feminilidade. Os sensuais, mais sufocantes espartilhos foram substituídos pelo conforto dos tailleurs, calças e camisas. Em suas próprias palavras ela pregava que daria as mulheres "a possibilidade de rir e comer, sem necessariamente desmaiar", e cumpriu honrosamente sua palavra.
Foi só uma questão de tempo para que a estilista ficasse conhecida no mundo todo pelo seu bom gosto aplicados peças que são must have até hoje como o vestido preto básico,terninhos, estampas navy (marinheiro) com direito a cintos e bolsas de correntes, maxi bijoux inspiradas na Art Deco e jóias como o clássico colar de pérolas. Aliás, clássica é uma palavra que define eternamente a coleção de Coco Chanel.
E como que por ironia do destino, quem assumiu a produção da Maison Chanel uma década após sua morte foi um homem, Karl Lagerfeld. Um homem, mas com uma grande sensibilidade para entender do que as mulheres gostam.
Em sua recente coleção de inverno 2011 apresentada na Semana de Moda de Paris , as criações de Karl Lagerfeld nos trouxe muito brilho, flores e tule, desfiladas majestosamente em volta a um leão gigantesco que parecia ser de ouro. Os looks em t nos também de dourado iluminam as peças ousadas, que parecem até remeter ao conto do Mágico de Oz. Mas, os clássicos tailleurs não ficaram de fora, foram repaginados à La moda anos 70. Ou seja, a ousadia e requinte de Coco Chanel nos dá a impressão de ter sido transferida telepaticamente a Karl.

FFWTV // FFW Fashion Forward

FFWTV // FFW Fashion Forward