Atualmente, muito se houve falar em home office, nada mais é do que trabalhar no próprio ambiente de sua casa, ao invés de se deslocar e ir para a empresa.
Utilizar o espaço caseiro para desenvolver atividades profissionais não vem de hoje. É que a sigla americana parece agregar mais valor à ação já tão conhecida por quem costuma levar trabalho para casa, caso prefira, home work.
Há tempo que o homem anda sem tempo para a família, para os amigos e as atividades do dia a dia que mais lhe causam prazer, destinando tempo destemperado ao trabalho.
O home Office foi uma sacada que as empresas encontraram para legitimar o que já vinha ocorrendo há tempo. Além do mais, com a febre do [1]Marketing Verde essa seria uma boa estratégia para dizer que ficando em casa, o funcionário produziria menos poluição.
Se sociologicamente isso já vinha ocorrendo, psicologicamente isso poderá afetar ainda mais a vida do homem. Isso porque, se ele será comprometido oficilamente com a profissão também em casa, essa situação pode gerar mais angústia, mais ansiedade, depressão.
Com a ilusão de que trabalhando em casa tem-se mais liberdade muitos funcionários apoiam essa atitude das empresas, mas esquecem de ponderar que no mundo tecnológico em que vivemos a cobrança por resultados não é mais física, mas virtual. Pode ocorrer de qualquer lugar.
Isso se não inventarem o acompanhamento por webcam. Daí será uma passo para a invasão de privacidade, um Big Brother.
Antes de sair por aí levantando bandeiras do “trabalhar em casa” pense bem, pois você pode estar transformando o único ambiente de privacidade e informal que possui em local de trabalho.
[1] A atividade/função ecológica instala-se na estrutura organizacional como importante função da administração, interferindo no planejamento, no processo de decisão e na discussão de políticas e planos de ação. Fica evidente, nesta fase,que o equacionamento da questão ambiental na empresa é responsabilidade de todos os seus empregados (DONAIRE, 1996)
